Notícia Portal EGO – 22/07/2015


  • 22/07/2015 - 16:44
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FÃS DA BOYBAND COREANA BTS ESTÃO HÁ 20 DIAS ACAMPADOS EM SÃO PAULO

Jovens enfrentam o frio e se revezam na fila de uma casa de shows para ver o grupo de Kpop que se apresenta no dia 31 de julho.

Você conhece a boyband sul-coreana BTS? Pois muita gente no Brasil conhece. Prova disso é que vários fãs da banda estão acampados há 20 dias na porta da casa de shows Espaço das Américas, em São Paulo, a espera da apresentação dos meninos, que acontecerá só no próximo dia 31 de julho.

Na manhã desta quarta-feira, 22, o EGO foi conversar com o grupo de cerca de 30 pessoas que ocupa as escadarias do local com jogos, celulares e até cobertores para enfrentar o frio que faz na cidade.

O primeiro grupo de fãs chegou no dia 1º de julho. Larinessa Ferrarezi, de 18 anos, e Edson Valdoski, de 17, estavam nessa primeira leva e permanecem até agora. Eles pretendem ficar acampados até o dia do show.

As barracas ficam montadas do outro lado da rua para não atrapalhar o funcionamento do local, especialmente em dia de apresentações. Mas quando não há grande movimentação, eles tomam conta da escadaria e passam o dia ali juntos. “A gente trouxe cartas, Banco Imobiliário, faz mímica, dança… A gente também conversa sobre o BTS e outras banda de Kpop (como são conhecidos os expoentes do pop sul-coreano) porque temos muita coisa em comum. A gente não se conhecia e acabou virando uma família”, explica Larinessa. O BTS, ou Bangtan Boys, é uma boyband sul-coreana formada em 2013 e composta por Jin, Suga, J-Hope, Rap Monster, Jimin, V, JungKook.

É comum alguém passar e gritar coisas como “vai trabalhar” ou “vai estudar” para o grupo. A polícia também já os questionou. Mas, para eles, estar ali acampando não é nada de outro mundo. Coisa de fã que sofre com ídolo que é de longe e não está sempre no país: “Eu sou o número um da fila. Sou muito fã deles, muito fã mesmo. É difícil eles virem para o Brasil então quando eles veem a gente tem que fazer de tudo para chegar perto”, explica Edson.

Mas o fato é que a situação não é das melhores. Mesmo com revezamento e um shopping próximo para utilizar o banheiro, o frio do inverno paulistano “castiga” à noite e estar na rua os deixa vulneráveis: “É perigoso, sim”, admite Larinessa. “Mas por isso que sempre tem os maiores e revezamento para dormir. Sempre tem algum pai que acompanha também”, completa Elisabete Bueno, de 39 anos, a mais velha do grupo e mãe de Camila, de 18, que também acampa no local.

Sopa da vovó para a galera
Eles são organizados. São 11 grupos com cerca de 25 pessoas cada. Eles se revezam ao longo do dia: uns ficam, outros vão para casa tomar banho, outros dormem, alguns vão comprar comida e assim a rotina segue. Pela manhã, eles deixam apenas três barracas montadas, porque não têm lonas para todos e em caso de chuva eles evitam que suas coisas fiquem molhadas.

As férias ajudaram a maioria a ficar por ali por tanto tempo e a convencer os pais da empreitada. Além dos que acompanham os filhos durante a noite, há quem dê uma passadinha durante o dia, como Dona Deise, avó de Marjorie Santos, a caçula do grupo, de 13 anos. Enquanto a entrevista do EGO acontecia, ela chegou ao local com sopa quente suficiente para alimentar toda a garotada que estava ali no momento.

“Se eu pudesse, viria todo dia trazer comida para essa crianças, mas eu trabalho fora. Nas oportunidades, eu venho. Eu fico preocupada, porque eles não têm acesso a um fogão para poder fazer alguma coisa. Mas o que eu puder ajudar…”, justifica Deise.

Para ela, o fato de a neta estar acampada à espera de um show não é um problema: “Dou nota dez para os meninos daqui. É por uma justa causa que eu venho fazer isso. São coisas boas. Eu sei onde ela está e com quem ela está. Agora, tem gente que não quer que sua filha esteja aqui, mas não sabe onde ela está”.

Se Dona Deise conhece e apoia o paradeiro da neta, há quem esteja ali sem que os pais saibam. Uma das meninas, que preferiu não se identificar, conta com um esquema para justificar ao pai suas saídas diárias: “Cada dia digo que vou a algum lugar diferente: museu, cinema, encontro de fãs, mas estou sempre aqui. Eu anoto o que já disse para ele para não confundir”.

Quando questionados se tudo isso vale a pena, a resposta é em coro: “Lógico”. Fã é fã.

Fonte: http://ego.globo.com/ego-teen/noticia/2015/07/fas-da-boyband-coreana-bst-estao-ha-20-dias-acampados-em-sao-paulo.html