10 girlbands brasileiras para relembrar (ou conhecer)


  • 14/08/2020 - 16:52
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Muito se fala sobre a falta de investimento no Brasil para grupos no estilo “boyband” e “girlband” e é fato que poucos grupos pop brasileiros conseguiram realmente deslanchar suas carreiras. Muitos caíram no esquecimento, mas outros permanecem na lembrança de suas gerações e no coração dos fãs mais saudosos. Depois de relembrar algumas das principais boybands brasileiras, vamos falar um pouco sobre as girlbands de sucesso do Brasil. Na lista, nomes de sucesso dos anos 70 até o início dos anos 2010. Muitos podem ser desconhecidos para o público mais jovem, mas vale a pena conhecer alguns dos grupos femininos da música brasileira.

Navegue pela lista e relembre (ou conheça) algumas girlbands brasileiras:

Paquitas

As Paquitas era o grupo formado pelas ajudantes de palco da Xuxa. Apesar de ficarem populares no Xou da Xuxa, desde 1984, no Clube da Criança na Manchete, Xuxa tinha ajudantes de palco e a primeira delas foi Andréa Veiga, que recebeu o apelido de Paquita e que deu nome ao grupo. Cada Paquita tinha um apelido especial dado por Xuxa (como Catuxa, Pituxa e Catuxita) e elas se tornaram um grupo musical em 1989, com o lançamento do primeiro disco. O grupo teve diferentes formações, lançou quatro discos e durou até 2002, com a Geração 2000. Quem não viveu a época pode não se lembrar, mas as Paquitas fizeram um sucesso impressionante no início dos anos 90, participaram de filmes, fizeram turnês pelo Brasil, tiveram uma versão americana (conhecida como Pixies) e foram uma das girlbands mais bem sucedidas do Brasil. Os testes para ser Paquita aconteciam no programa da Xuxa e eram gerenciados pela empresária da apresentadora na época, Marlene Mattos. Anos depois do fim do grupo, algumas integrantes da época do Xou da Xuxa se reuniram para se apresentar em festas dos anos 80 e 90. Muitas Paquitas seguiram a carreira de atriz após o fim do grupo, como Letícia Spiller, Bianca Rinaldi, Juliana Baroni e Bárbara Borges, que fez parte das Paquitas New Generation. Outras seguem nos bastidores da TV, como Ana Paula Guimarães, a primeira Catuxa, que hoje é diretora de novelas da Rede Globo.

Vale lembrar também as músicas das Paquitas New Generation, que tinham hits mais dançantes e com a cara do som do final dos anos 90:

Rouge

Provavelmente a girlband mais famosa do Brasil, o Rouge surgiu em 2002, do reality musical Popstars. Formado pelas talentosas Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils, Li Martins e Lu Andrade, o grupo vendeu milhões de cópias com seu primeiro disco, que lançou hits como “Ragatanga” e “Não Dá pra Resistir”. Depois do segundo disco, Lu deixou o grupo em 2004 e elas chegaram a lançar mais dois álbuns antes de se separar, em 2006. Em 2017, aconteceu a grande reunião do grupo, com as cinco integrantes originais, turnês com shows esgotados e lançamento de novas músicas. Em 2019, o grupo anunciou um novo hiato, mas segue no coração dos fãs como um dos grupos femininos mais queridos. Fora do Rouge, as cinco integrantes possuem carreira na música e nos palcos de musicais e teatros, com destaque para Karin, que atuou também na TV, como no seriado “Pé na Cova” e na novela “Carinha de Anjo”.

As Frenéticas

Formado em 1976, no auge da música disco, As Frenéticas começaram como um grupo de garçonetes da discoteca Frenetic Dancing Days Discotheque, no Rio de Janeiro, que atenderiam os clientes e subiriam aos palcos no final da noite para uma apresentação. Eram elas: Sandra Pêra (irmã da saudosa atriz Marília Pêra), Regina Chaves, Leiloca Neves, Lidoka Martuscelli, Dhu Moraes e Edyr de Castro. O sucesso do grupo na casa de shows fez com que elas parassem de atender como garçonetes e se dedicassem à carreira musical. As Frenéticas ficaram famosas ao cantar aberturas de novelas da Rede Globo, com as músicas “Dancin’ Days” e “O Preto Que Satisfaz”. O grupo acabou em 1984 e se reuniu em 1992 para gravar o tema da novela “Perigosas Peruas”. As Frenéticas apareceram mais vezes juntas ao longo dos anos para relembrar o sucesso do grupo. Dhu Moraes é atriz e já atuou em várias novelas e também como Tia Nastácia na versão mais recente do “Sítio do Picapau Amarelo”. Sandra Pêra também atuou em novelas, sendo a mais recente a versão de 2013 de “Chiquititas”. Lidoka faleceu em 2016 e Edyr de Castro nos deixou em 2019.

SNZ

O trio SNZ era formado pelas irmãs Sarah Sheeva, Nãna Shara e Zabelê Gomes, filhas de Baby do Brasil e Pepeu Gomes. O grupo começou sua carreira no final dos anos 90, inspirado pelo sucesso de girlbands como Spice Girls e TLC. O trio fez sucesso com músicas como “Retrato Imaginário”, composta por Nãna com a cantora Deborah Blando, e “Nothing’s Gonna Change My Love For You”, com a participação do norte-americano Richard Lugo e chegou a receber o prêmio de “grupo revelação” na premiação da Multishow. Sarah deixou o grupo em 2003, por motivações religiosas. Sara e Nãna se tornaram pastoras e Zabelê seguiu em carreira solo na música pop e com shows com homenagens aos Novos Baianos, grupo de seus pais nos anos 70.

Girls

Formado em 2013 no reality show “Fábrica de Estrelas”, o Girls tinha a promessa de ser um “novo Rouge”. Ani Monjardim, Bruna Rocha, Carol Almeida, Jennifer Nascimento e Natascha Piva integravam a banda, que teve uma carreira curta e encerrou suas atividades em 2014 por problemas na gestão de sua carreira. A mais conhecida entre as ex-integrantes é Jennifer, que atuou em novelas como “Verão 90” e “Malhação” e foi vencedora da segunda temporada do reality global “Popstar”.

Axé Blond

No auge do sucesso da axé music nos anos 90, surgiu o Axé Blond, grupo formado por mulheres com os cabelos loiros e que cantavam axé. O grupo era formado por uma vocalista, sendo a primeira Renata Guerreiro, e dançarinas, que em sua primeira versão fizeram parte do concurso para eleger a “Nova Loira do Tchan” (da qual Sheila Mello saiu como a vencedora). A primeira formação durou até 2002, quando foram escaladas novas dançarinas e a vocalista Lucinha Cintra. Foi essa geração que conseguiu emplacar mais sucessos, como “Pancadão” e “Pega Essa Levada”, e se tornou a mais conhecida do grupo. O grupo se desfez em 2007 e uma nova formação surgiu em 2015.

Banana Split

Além de ter lançado boybands de sucesso, como Polegar, Comando, Bombom e Dominó, a empresa de artistas de Gugu Liberato, a Promoart, lançou também uma girlband, o Banana Split, criado em 1989. O grupo era formado por Adriana Colin, Rosane Muniz, Mel Nunez e Andreia Reis, que deixou o Banana Split logo no começo e foi substituída por Eliana, que também não ficou muito tempo e logo foi contratada por Silvio Santos como apresentadora infantil. O Banana Split durou até 1993 e desde então o grupo passou por reformulações e chegou até a arriscar, mais recentemente, no sertanejo universitário. Em sua formação original, o Banana Split apostava na lambada, ritmo que dominava as paradas no final dos anos 80 e início dos anos 90.

As Meninas

O grupo As Meninas surgiu em 1997, formado por Carla Regina (vocais), Angélica e Cibele (backing vocals), Fernanda Barbosa (guitarra), Jujuba e Ratinha (saxofone), Titi e Dilmara (percussionistas). O grupo começou apostando no forró, mas fez sucesso mesmo com hits da axé music, sendo a mais conhecida “Xibom Bombom”, hit que estourou no final de 1999. Carla deixou o grupo em 2002 e o grupo durou até 2007, após mudanças na formação.

Harmony Cats

Colegas mais comportadas d’As Frenéticas no estilo das discotecas, o Harmony Cats surgiu em 1976, formado por cinco backing vocals de outros artistas. Formado por Cidinha, Rita, Juanita, Maria Amélia e Vivian, o grupo não tinha músicas próprias e cantavam versões e medleys de sucessos da discoteca e do rock n’ roll. Um dos medleys do Harmony Cats com sucessos da disco music foi tema da novela “Dancin’ Days”, no final dos anos 70. Nos anos 80, o grupo se tornou um trio, com Vivian, Maria Amélia e Sylvia e fez sucesso mais uma vez com versões de sucessos internacionais e aparições em programas de TV. O Harmony Cats chegou ao fim em 1985, após a saída de Maria Amélia. Depois do grupo, as ex-integrantes continuaram na música. Vale citar que Sylvia e Maria Amélia dublaram Magali e Mônica, respectivamente, no filme “As Aventuras da Turma da Mônica”, de 1982.

A Patotinha

A Patotinha começou em 1978, como um grupo infantil que cantava cantigas de roda no ritmo da disco music. O grupo fez sucesso no final dos anos 70 e início dos anos 80. Uma das músicas do grupo, “Baile dos Passarinhos”, foi regravada por vários artistas, inclusive pelo apresentador Gugu Liberato. Em 1986, Eliana entra para o grupo, na última formação da versão mais conhecida d’A Patotinha.