Organização do Turismo da Coreia divulga impacto do k-pop no turismo do país


  • 16/07/2020 - 15:59
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A Organização do Turismo da Coreia divulgou, nesta quinta-feira (16), resultados de uma pesquisa que relaciona o crescimento do turismo na Coreia do Sul com o k-pop. Segundo a organização, o entretenimento coreano levou mais de 1 milhão de pessoas para fazer turismo na Coreia em 2019. As informações são do portal Yonhap News.

De acordo com os dados divulgados, o turismo com o intuito de usufruir produtos relacionados ao k-pop e à onda “Hallyu” (termo usado para definir a “onda coreana”, ou seja, o sucesso de seus produtos de entretenimento fora da Coreia) totalizou 7,4% dos visitantes estrangeiros no país, o equivalente a 1,116,422 turistas. A Organização informou também que se considerarem que o termo Hallyu englobe também a culinária coreana e visitas a templos budistas, a fatia do turismo voltado para produtos da Hallyu subiria para 55,3%, com mais de 8 milhões de visitantes.

Em termos financeiros, os turistas que visitaram a Coreia com foco nos produtos de entretenimento gastaram mais de 1 bilhão de dólares no país, o que gerou mais de 2 bilhões de dólares para a economia sul-coreana.

A pesquisa também indicou que o k-pop é o principal produto de entretenimento coreano e que o grupo mais citado como o favorito entre os participantes da pesquisa foi o BTS. Outros artistas citados durante a pesquisa foram EXO, Super Junior, Big Bang, Shinhwa, IU, Girls’ Generation e TWICE. A Organização apurou que os turistas que visitaram a Coreia por causa do k-pop tinham como principais atividades a compra de produtos de k-pop, a visita a lojas especializadas, a locais de gravação de videoclipes e a cafeterias cujo donos são artistas de k-pop. Outro interesses desses turistas segundo a pesquisa é visitar os anúncios que homenageiam ídolos do k-pop nos metrôs de Seul.

“Atualmente, a maioria dos fãs da Hallyu têm até 20 anos. Se eles ainda demonstrarem interesse pela Hallyu quando tiverem maior poder de compra, podemos considerar um crescimento nos efeitos econômicos desse tipo de turismo”, conclui o relatório.