{"id":11504,"date":"2021-05-07T18:15:18","date_gmt":"2021-05-07T21:15:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/?p=11504"},"modified":"2024-12-02T16:55:39","modified_gmt":"2024-12-02T19:55:39","slug":"musica-do-cazaquistao-ninety-one-grupo-pioneiro-do-q-pop-fala-sobre-a-nova-cena-pop-da-asia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/news\/highwayblog\/musica-do-cazaquistao-ninety-one-grupo-pioneiro-do-q-pop-fala-sobre-a-nova-cena-pop-da-asia\/","title":{"rendered":"M\u00fasica do Cazaquist\u00e3o? Ninety One, grupo pioneiro do q-pop, fala sobre a nova cena pop da \u00c1sia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Para a Highway Star, o Ninety One falou um pouco sobre a cena da m\u00fasica pop do Cazaquist\u00e3o<\/span><\/i><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11505\" src=\"http:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/content\/uploads\/2021\/05\/ninety-one.jpg\" alt=\"\" width=\"763\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/content\/uploads\/2021\/05\/ninety-one.jpg 763w, https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/content\/uploads\/2021\/05\/ninety-one-300x119.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando falamos de m\u00fasica asi\u00e1tica, normalmente lembramos de pa\u00edses como Coreia, China e Jap\u00e3o. Outros, como a Tail\u00e2ndia, est\u00e3o come\u00e7ando a se destacar entre os f\u00e3s brasileiros, mas outros pa\u00edses asi\u00e1ticos seguem t\u00e3o distantes daqui quanto sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica permite. Assim que a Coreia conseguiu popularizar o k-pop ao ponto de, aqui do Brasil, nos sentirmos t\u00e3o pr\u00f3ximos de seus artistas, outros pa\u00edses da \u00c1sia tamb\u00e9m est\u00e3o em busca de apresentar sua m\u00fasica para o mundo. Um exemplo not\u00e1vel e que talvez esteja passando despercebido entre os brasileiros \u00e9 o Cazaquist\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com menos de 20 milh\u00f5es de habitantes e apenas 30 anos desde sua independ\u00eancia da antiga rep\u00fablica sovi\u00e9tica, o pa\u00eds da \u00c1sia Central tem investido em sua pr\u00f3pria ind\u00fastria de m\u00fasica pop: o chamado q-pop. O \u201cQ\u201d vem de \u201cQazaq\u201d, do grupo \u00e9tinico dos cazaques e que d\u00e3o nome ao pa\u00eds. Na m\u00fasica, o q-pop traz uma mescla de influ\u00eancias da m\u00fasica ocidental, m\u00fasica local e algumas refer\u00eancias ao k-pop. Considerado o grupo pioneiro do q-pop, o Ninety One falou com exclusividade para a Highway Star e explicou um pouco sobre a cena que ajudou a fundar em seu pa\u00eds. Formado por Alem, Ace, ZaQ e Bala, o Ninety One come\u00e7ou sua carreira em 2015, como um quinteto, com o integrante A.Z., que deixou o grupo em 2020. E foi com o Ninety One que o termo q-pop foi usado pela primeira vez.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cA m\u00fasica em nosso pa\u00eds era algo restrito ao nosso territ\u00f3rio at\u00e9 um tempo atr\u00e1s. Ela s\u00f3 poderia ser entendida por pessoas que vivem no Cazaquist\u00e3o. S\u00f3 agora, a partir de cerca de 2015, a gera\u00e7\u00e3o que cresceu conosco, que viveu tanto os anos 90 sem internet quanto o mundo atual com internet, est\u00e1 criando novos conte\u00fados que podem interessar ao mercado global. A cultura n\u00f4made do Cazaquist\u00e3o \u00e9 muito rica. Tem uma longa e vasta hist\u00f3ria, que pode ser revelada por muito tempo e interpretada de diferentes maneiras. Na verdade, nossa m\u00fasica \u00e9 a mesma m\u00fasica do mundo inteiro, ela tem seu pr\u00f3prio estilo, sua pr\u00f3pria forma e sua marca\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, explicam os integrantes do Ninety One.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Ninety One surgiu de um projeto que buscava criar o primeiro grupo de &#8220;\u00eddolos&#8221; do Cazaquist\u00e3o nos moldes do k-pop. Um dos integrantes, o ACE, j\u00e1 era familiarizado com o k-pop ap\u00f3s ter passado dois anos e meio na Coreia, como trainee da SM Entertainment. Apesar do processo de sele\u00e7\u00e3o ser semelhante e as inspira\u00e7\u00f5es no k-pop, para o Ninety One as cenas tamb\u00e9m possuem diferen\u00e7as sutis, mas que fazem a diferen\u00e7a. <\/span><b>&#8220;Para falar a verdade, a principal semelhan\u00e7a entre o k-pop e o q-pop \u00e9 o rosto asi\u00e1tico do artista. Embora n\u00e3o sejamos inteiramente asi\u00e1ticos, tamb\u00e9m n\u00e3o somos europeus. Somos uma na\u00e7\u00e3o mista localizada na Eur\u00e1sia. Mesmo na apar\u00eancia, essas diferen\u00e7as s\u00e3o vis\u00edveis. Mas, como em qualquer cultura pop, correspondemos precisamente aos padr\u00f5es mundiais da m\u00fasica. O que nos distingue, naturalmente, \u00e9 o idioma e provavelmente o DNA. Porque ningu\u00e9m mais pode ver o mundo como n\u00f3s o vemos. Assim como n\u00e3o podemos ver o mundo como os outros o veem. Cantamos sobre o que vivemos. Portanto, em nossas melodias, em nossos sons, h\u00e1 exatamente o que voc\u00ea n\u00e3o pode encontrar em outros lugares. Esta \u00e9 uma diferen\u00e7a muito sutil e espiritual. Al\u00e9m disso, temos um sentimento de rebeli\u00e3o, de liberdade e de luta pela liberdade. Porque esta \u00e9 a nossa sociedade, vivemos nesta sociedade. Nosso ambiente nos influencia a criar esse tipo de m\u00fasica. N\u00f3s nos esfor\u00e7amos para escrever exatamente o tipo de coisas que as pessoas pensam. De certa forma, afastamos as pessoas da realidade. Quando os afastamos da realidade, mostramos-lhes uma realidade alternativa que poderia existir ou j\u00e1 existe, mas as pessoas n\u00e3o a veem\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, explica o grupo. Conscientes da import\u00e2ncia cultural de um movimento que discute sobre a hist\u00f3ria do pa\u00eds e a apresenta n\u00e3o apenas para os jovens de seu pa\u00eds, mas para o mundo, o Ninety One acredita que essa \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da cultura pop: <\/span><b>&#8220;De fato, a cultura pop \u00e9 o motor das pessoas em busca da unidade e a unifica\u00e7\u00e3o, para que as pessoas possam falar e se comunicar sobre algo comum. Portanto, vemos uma nova cena musical no Cazaquist\u00e3o mais aberta, mais pronta para a coopera\u00e7\u00e3o, para tratar seus ouvintes com compreens\u00e3o. Porque a base do q-pop n\u00e3o \u00e9 apenas identifica\u00e7\u00e3o e liberdade, mas tamb\u00e9m comunica\u00e7\u00e3o e unidade&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse sentimento de liberdade citado pelo Ninety One tem muito a ver com a hist\u00f3ria do Cazaquist\u00e3o. A hist\u00f3ria dos cazaques teve in\u00edcio no s\u00e9culo 15, mas a partir da\u00ed o territ\u00f3rio foi dominado pelos czares russos, at\u00e9 a ades\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, na d\u00e9cada de 1920. A independ\u00eancia do Cazaquist\u00e3o aconteceu apenas em 1991 e o nome do grupo vem justamente do ano que marcou o fim do v\u00ednculo do pa\u00eds com a rep\u00fablica sovi\u00e9tica. O resultado entre uma cultura centen\u00e1ria e uma gera\u00e7\u00e3o que se relaciona com a cultura ocidental originou o Ninety One e o q-pop.<\/span><\/p>\n<p><b>&#8220;Por meio da m\u00fasica, e de qualquer produto cultural, voc\u00ea pode mostrar sua hist\u00f3ria e a cultural a que voc\u00ea pertence e onde est\u00e3o suas origens. Isso \u00e9 importante para n\u00f3s, para o povo do Cazaquist\u00e3o, nos identificarmos nesse fluxo de informa\u00e7\u00f5es e queremos compartilh\u00e1-lo com o mundo. Em videoclipes, can\u00e7\u00f5es, programas de TV e outros tipos de conte\u00fado, tentamos trazer refer\u00eancias dos velhos tempos e mostr\u00e1-los da maneira moderna. A hist\u00f3ria n\u00f4made \u00e9 muito misteriosa, pois existem poucos registros sobre como essas pessoas eram e como viviam. Tamb\u00e9m nos interessamos pela nossa hist\u00f3ria, por isso sempre tentamos fazer experimentos em nossa arte. J\u00e1 fizemos esse tipo de experi\u00eancia no videoclipe &#8216;Men Emes&#8217;. Tamb\u00e9m escrevemos nosso pr\u00f3prio &#8216;paiym&#8217; (quadrinhos em cazaque). H\u00e1 tamb\u00e9m o Cazaquist\u00e3o moderno, que tem sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Qualquer pessoa, mais cedo ou mais tarde, chegar\u00e1 ao ponto em que come\u00e7ar\u00e1 a procurar por si mesma. E quando eles come\u00e7arem esta busca, eles ir\u00e3o trope\u00e7ar nesses conte\u00fados. Este ser\u00e1 um grande motivo para encontrar pessoas com o mesmo pensamento, para se unir, para falar sobre algo em comum, buscar algo junto com uma multid\u00e3o de pessoas. Para isso, existem essas alavancas culturais&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, acredita o Ninety One.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L43JtW9OwRs\" width=\"100%\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de trazer elementos da mem\u00f3ria coletiva do Cazaquist\u00e3o para m\u00fasicas pop com estilos mais atuais, outra forma que o Ninety One encontrou de tornar o q-pop um meio de apresenta\u00e7\u00e3o da cultura cazaque para o mundo foi na linguagem. O pa\u00eds possui dois idiomas oficiais, o cazaque e o russo. Enquanto a maioria do pa\u00eds \u00e9 composta de cazaques, o russo ainda \u00e9 considerado o idioma predominante no pa\u00eds. Para manter a identidade de seu povo origin\u00e1rio, o q-pop \u00e9 uma m\u00fasica cantada em Cazaque.<\/span><b> &#8220;Decidimos cantar em cazaque para popularizar o idioma e introduzi-lo entre os jovens do pa\u00eds, para que depois possamos export\u00e1-lo&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, explica o Ninety One. Apesar de ser falado por uma boa parcela da popula\u00e7\u00e3o, ainda h\u00e1 aqueles no pa\u00eds que optem por manter o russo em situa\u00e7\u00f5es &#8220;formais&#8221;. <\/span><b>&#8220;O uso da l\u00edngua cazaque nos neg\u00f3cios, na vida cotidiana, na ci\u00eancia, em geral em qualquer ind\u00fastria do Cazaquist\u00e3o \u00e9 muito baixo, mesmo que 70% da popula\u00e7\u00e3o sejam cazaques. Provavelmente, nossas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o confundidas com pol\u00edticas devido ao fato de que levantamos essas quest\u00f5es em nossa m\u00fasica, uma vez que essas a\u00e7\u00f5es deveriam ser realizadas pelo governo. Acreditamos que a l\u00edngua cazaque \u00e9 muito flex\u00edvel, mel\u00f3dica e bela. Isso pode ser algo novo para pessoas que desejam aprender novos idiomas. Porque a cada novo idioma voc\u00ea adota uma nova cultura. A l\u00edngua cazaque apresenta sobre um novo mundo turco do nosso povo n\u00f4made&#8221;.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falar diretamente com os jovens e se responsabilizar em represent\u00e1-los \u00e9 algo arriscado. Quando o rock come\u00e7ou a conquistar os jovens ocidentais nos anos 1960, houve quem questionasse aquele estilo musical como algo que estivesse &#8220;pervertendo&#8221; a juventude, o que gerou uma onda de protestos contra o estilo em diferentes momentos da hist\u00f3ria. Com sua independ\u00eancia muito recente, h\u00e1 apenas 30 anos, o Cazaquist\u00e3o passa agora por momentos de liberta\u00e7\u00e3o que alguns pa\u00edses j\u00e1 vivenciaram h\u00e1 anos. E o Ninety One aparece liderando esse movimento. Ao trazer para o pa\u00eds influ\u00eancias da cultura ocidental, o grupo virou alvo de protestos no pa\u00eds. A popula\u00e7\u00e3o mais conservadora considerou que os rapazes estavam &#8220;corrompendo a juventude&#8221; do Cazaquist\u00e3o. O motivo? O visual dos rapazes, com roupas coloridas, cortes de cabelo diferentes e uso de maquiagem n\u00e3o seria &#8220;aceit\u00e1vel&#8221; para o p\u00fablico do pa\u00eds, pois iria contra a imagem do &#8220;homem cazaque tradicional&#8221;. Uma repeti\u00e7\u00e3o de um discurso que j\u00e1 ouvimos exaustivamente tamb\u00e9m no ocidente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso do Cazaquist\u00e3o, essas mudan\u00e7as nas concep\u00e7\u00f5es sobre imposi\u00e7\u00f5es e estere\u00f3tipos sobre quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade ainda est\u00e3o engatinhando. O pa\u00eds, depois da independ\u00eancia da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, se voltou para seus &#8220;valores tradicionais&#8221; e as influ\u00eancias ocidentais no estilo do Ninety One acabaram levando o grupo para o centro de uma pol\u00eamica social, algo que eles enxergam como um momento divisor de \u00e1guas.<\/span><b> &#8220;Na verdade, \u00e9 muito legal. Porque n\u00e3o s\u00f3 os cantores de rock enfrentaram isso, mas tamb\u00e9m o hip-hop e outros artistas, ou seja, qualquer pessoa que trouxe algo novo para o mundo. At\u00e9 mesmo Steve Jobs na tecnologia passou por isso. Quando voc\u00ea traz algo novo para o mundo, sempre assusta as pessoas. As pessoas t\u00eam medo do desconhecido, ou seja, voc\u00ea apenas mostra \u00e0s pessoas seus medos. Mas quando as pessoas superam o medo, elas passam para um novo n\u00edvel, tornam-se gratas a voc\u00ea. Tamb\u00e9m somos gratos \u00e0s pessoas por termos seguido este caminho. Superamos nossos medos e eles superaram os deles. Assim, ocorreu uma troca de energias. Hoje em dia, n\u00e3o h\u00e1 grandes com\u00edcios ou cancelamentos de shows nas cidades do Cazaquist\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 deputados que dizem que estragamos o povo cazaque. Mudamos para um novo n\u00edvel junto com as pessoas. \u00c9 legal saber que voc\u00ea tem essa responsabilidade&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, conta o grupo. <\/span><b>&#8220;N\u00e3o lidamos com a cr\u00edtica, n\u00f3s a experimentamos, vivemos, digerimos e nos tornamos melhores&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, acrescentam os integrantes, com maturidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse envolvimento em mudan\u00e7as no pa\u00eds e a rela\u00e7\u00e3o do Ninety One com a hist\u00f3ria do Cazaquist\u00e3o acaba trazendo o grupo para discuss\u00f5es sociais e pol\u00edticas, rela\u00e7\u00e3o essa que eles querem manter uma dist\u00e2ncia de seguran\u00e7a. <\/span><b>&#8220;N\u00e3o nos envolvemos em pol\u00edtica. Simplesmente indicamos problemas sociais que podem ter afetado de alguma forma a pol\u00edtica. Na verdade, n\u00e3o temos nada a ver com a pol\u00edtica. N\u00e3o somos pol\u00edticos, somos artistas. Simplesmente descrevemos o que vemos em nossa m\u00fasica. Vivemos os problemas sociais do pa\u00eds junto com as pessoas. N\u00e3o h\u00e1 nada de apol\u00edtico nisso. Talvez as pr\u00f3prias pessoas encontrem algumas refer\u00eancias em nossas m\u00fasicas. Talvez sejamos apenas um espelho da sociedade. E as pessoas vejam pol\u00edtica nisso j\u00e1 que a sociedade est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 pol\u00edtica. E este \u00e9 um ciclo sem fim\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, explicam.<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1env3Qoztos\" width=\"100%\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com tanto envolvimento em quest\u00f5es sociais do pa\u00eds, n\u00e3o fica dif\u00edcil imaginar os integrantes do Ninety One como jovens ativistas e engajados em quest\u00f5es sociais. Mas antes disso, eles s\u00e3o artistas e jovens como de qualquer outro lugar, com gostos com os quais qualquer um pode se identificar. <\/span><b>&#8220;Ouvimos o que todos est\u00e3o ouvindo. Somos amantes da m\u00fasica. Escutamos desde m\u00fasica \u00e9tnica at\u00e9 cl\u00e1ssica, desde pop at\u00e9 heavy metal. Ouvimos o que gostamos. E sempre tentamos experimentar algo diferente em nosso som. N\u00e3o temos uma refer\u00eancia espec\u00edfica. Ouvimos de tudo de diferentes pa\u00edses, em diferentes idiomas e g\u00eaneros&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, eles resumem. Prova disso \u00e9 a forma como os integrantes se aproximaram da m\u00fasica e da carreira art\u00edstica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>&#8220;Eu cresci ouvindo v\u00e1rios tipos de m\u00fasicas, principalmente da cultura pop americana, eu costumava assistir muito a MTV. Meus irm\u00e3os mais velhos ouviam fitas cassete, ent\u00e3o desde o come\u00e7o eu estava perto da m\u00fasica. Queria ser mais do que sou por meio da m\u00fasica. Meu amor pela arte surgiu desde a inf\u00e2ncia. Eu queria ser rapper, porque quando estava na segunda s\u00e9rie, meu filme favorito era &#8216;8 Mile &#8211; Rua das ilus\u00f5es,&#8217;, do Eminem&#8221;, <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">conta ZaQ.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ace e Alem contam que aprenderam a cantar quando ainda eram crian\u00e7as. <\/span><b>&#8220;Inconscientemente, eu costumava cantar novamente todas as m\u00fasicas que ouvia. Depois, esse hobby se transformou em algo mais s\u00e9rio. As m\u00fasicas que eu ouvia em filmes e desenhos animados me influenciaram muito. Comecei a cantar na escola. Decidi continuar minha carreira art\u00edstica e fui para a faculdade de m\u00fasica. Comecei a estudar canto mais profundamente. Mais tarde, fiz o teste para a empresa coreana SM Entertainment. Eu treinei na Coreia por dois anos e meio. De volta \u00e0 Almati (maior cidade do Cazaquist\u00e3o), entrei no Ninety One&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, relembra ACE, que confessa que entrou para o Ninety One sem precisar de um per\u00edodo de treinamento no Cazaquist\u00e3o, gra\u00e7as \u00e0 sua experi\u00eancia como trainee em uma das maiores gravadoras do k-pop. <\/span><b>&#8220;Desde o ensino fundamental, todos me pediam para cantar nos shows da escola. Foi quando meu pai me disse que o destino estava predeterminado e que eu me tornaria um artista. Al\u00e9m disso, eu n\u00e3o sabia de nada al\u00e9m de cantar. Ent\u00e3o eu n\u00e3o tive escolha&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, conta Alem, que foi um dos participantes do \u201cThe Voice Of Kazakhstan\u201d, vers\u00e3o do Cazaquist\u00e3o do formato popular de competi\u00e7\u00e3o musical, antes de ingressar no Ninety One.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 Bala fala que se interessou pela m\u00fasica de uma forma diferente: ele quis cantar porque gostava muito da m\u00fasica de abertura da s\u00e9rie &#8220;Drake &amp; Josh&#8221;: <\/span><b>&#8220;Naquela \u00e9poca, eu tinha apenas 10 anos. E quase todos os dias eu me sentava na frente do computador e cantava m\u00fasicas diferentes. Eu era ruim em matem\u00e1tica, ent\u00e3o tive que desistir do meu sonho de me tornar um arquiteto ou especialista em tecnologia da informa\u00e7\u00e3o. E como eu era bem melhor cantando, acabei escolhendo a faculdade de m\u00fasica. Estudei l\u00e1 por um ano. Durante esse tempo, fiz amigos e formei uma banda. Eu era o vocalista, meu amigo Zhakan era o pianista e meu outro amigo Yeshuabek era guitarrista e baterista. Chamamos o grupo de \u201cBrotherhood\u201d. E come\u00e7amos a fazer covers de can\u00e7\u00f5es de artistas estrangeiros. E a partir da\u00ed vivemos felizes para sempre\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, ele lembra. Mas esse \u201cfelizes para sempre\u201d durou apenas at\u00e9 surgir a oportunidade de formar o primeiro \u201cgrupo de \u00eddolos do Cazaquist\u00e3o\u201d. Bala conta que a banda do col\u00e9gio chegou ao fim por causa do da sele\u00e7\u00e3o que formaria o Ninety One, e que n\u00e3o partiu dele o interesse de entrar no programa. Na verdade, sua participa\u00e7\u00e3o no grupo precisou de muita insist\u00eancia dos empres\u00e1rios que criaram o Ninety One.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cYeshuabek foi respons\u00e1vel por isso. Sem nos informar, ele nos inscreveu no projeto \u201cK-Top idols\u201d. A primeira liga\u00e7\u00e3o veio da gerente do projeto. Ela disse que ningu\u00e9m passou, exceto eu. Eles me ligaram, mas eu recusei. Eu n\u00e3o queria sair da banda. Passou meio ano e veio o segundo telefonema.\u00a0 Ela disse que o produtor do programa iria para Nursultan (capital do Cazaquist\u00e3o, que na \u00e9poca era chamada de Astana) por conta pr\u00f3pria para conversar comigo. Era Yerbolat Bedelkhan (\u00eddolo jovem do Cazaquist\u00e3o, integrante do grupo Orda). Nos conhecemos e meu pai estava comigo. Eles conversaram mas eu n\u00e3o estava seguro. Concordamos no in\u00edcio, mas rejeitamos a oferta uma semana depois. Eu n\u00e3o queria ir e meus pais estavam preocupados com o fato de que eu precisaria ir sozinho para outra cidade e isso atrapalharia meus estudos. Eu tinha 16 anos na \u00e9poca. Depois, veio a terceira liga\u00e7\u00e3o. Foi a mesma diretora de antes. Ao final da conversa, ela se ofereceu para eu ficar no projeto por duas semanas e s\u00f3 ent\u00e3o decidir se ficaria ou n\u00e3o. Ela disse &#8216;voc\u00ea ainda \u00e9 jovem, n\u00e3o h\u00e1 nada a perder. Voc\u00ea pode ir embora se voc\u00ea n\u00e3o gostar&#8217;. Fui e decidi ficar. E a\u00ed come\u00e7ou um novo cap\u00edtulo da minha vida\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, conta Bala.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Realizando o sonho de trabalhar com a m\u00fasica, os integrantes do Ninety One sonham agora em levar a m\u00fasica do Cazaquist\u00e3o para o mundo. <\/span><b>&#8220;Vemos e acreditamos que por meio do q-pop \u00e9 poss\u00edvel levar o Cazaquist\u00e3o para o cen\u00e1rio mundial, apresent\u00e1-lo na dire\u00e7\u00e3o certa, mostr\u00e1-lo ao mundo moderno, a partir da posi\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds moderno, n\u00e3o em desenvolvimento, mas j\u00e1 desenvolvido com cultura e experi\u00eancia estabelecidas. Acreditamos que a l\u00edngua cazaque pode realmente se tornar uma tend\u00eancia em nossa sociedade e ser interessante para as pessoas aprenderem. Porque tem a sua profundidade, a sua l\u00f3gica e a sua beleza. Todos n\u00f3s aprendemos l\u00ednguas diferentes &#8211; franc\u00eas, coreano, chin\u00eas, etc. O Cazaquist\u00e3o aceita essas l\u00ednguas. Para pessoas interessadas em idiomas, o q-pop pode ser uma ferramenta interessante para aprender algo novo. Podemos trazer algo novo&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, eles sugerem. Para quem est\u00e1 conhecendo o Ninety One agora, eles dizem que gostariam de dar &#8220;boas vindas a um novo mundo\u201d. <\/span><b>&#8220;Esperamos que as pessoas que ou\u00e7am Ninety One descubram um novo mundo onde possam obter para si mesmas algo completamente novo, necess\u00e1rio e eterno&#8221;.<\/b><\/p>\n<p><b>&#8220;Na verdade, a cultura do Cazaquist\u00e3o \u00e9 muito rica e variada com sua hist\u00f3ria, que ainda n\u00e3o foi totalmente divulgada para o mundo. Claro que vamos revelar isso do nosso jeito, de acordo com a nossa vis\u00e3o do nosso trabalho. Isso j\u00e1 come\u00e7ou no videoclipe \u2018Men Emes\u2019 e vai continuar. N\u00e3o apenas por meio da m\u00fasica, n\u00e3o apenas por meio de videoclipes, e talvez por meio de v\u00e1rios instrumentos do futuro&#8221;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, eles acreditam. Para quem quer conhecer mais sobre o trabalho dos precursores do q-pop e descobrir mais sobre a cultura do Cazaquist\u00e3o, eles garantem que usaram as redes sociais para interagir com pessoas de todo o mundo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Siga o Ninety One nas redes sociais:<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCd3X-p_3fRLHnu8LCPOMTNg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">YouTube<\/a>\u00a0 |\u00a0<\/b><b><a href=\"https:\/\/vm.tiktok.com\/ZSJN6Trds\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">TikTok<\/a> |\u00a0<\/b><b><a href=\"https:\/\/twitter.com\/XCIofficial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Twitter<\/a> |\u00a0<\/b><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ninetyone\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>Instagram<\/b><\/a> | <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/XCIofficial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>Facebook<\/b><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.hwstar.com.br\/ingressos\/?utm_source=news&amp;utm_medium=bannerfinal&amp;utm_campaign=kardnews\" target=\"\u201d_blank\u201d\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5576\" src=\"http:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/content\/uploads\/2020\/07\/kardnews.png\" alt=\"\" width=\"763\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/content\/uploads\/2020\/07\/kardnews.png 763w, https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/content\/uploads\/2020\/07\/kardnews-300x79.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/bit.ly\/noticiaskpoptelegram\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Acesse nosso canal no Telegram e receba atualiza\u00e7\u00f5es sobre o mundo do entretenimento asi\u00e1tico<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a Highway Star, o Ninety One falou um pouco sobre a cena da m\u00fasica pop do Cazaquist\u00e3o Quando falamos de m\u00fasica asi\u00e1tica, normalmente lembramos de pa\u00edses como Coreia, China e Jap\u00e3o. Outros, como a Tail\u00e2ndia, est\u00e3o come\u00e7ando a se destacar entre os f\u00e3s brasileiros, mas outros pa\u00edses asi\u00e1ticos seguem t\u00e3o distantes daqui quanto sua [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11505,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[165],"tags":[644,1004,1005],"class_list":["post-11504","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-highwayblog","tag-entrevista","tag-ninety-one","tag-q-pop"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11504"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11508,"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11504\/revisions\/11508"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11505"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hwstar.com.br\/site_antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}